Daniel Vilela adere a regime que pode gerar redução de R$ 1,20 por litro de diesel em Goiás
Medida emergencial prevê subsídio de R$ 1,20 por litro, dividido entre Estado e União, para proteger economia goiana dos impactos da crise internacional do petróleo

O governador Daniel Vilela (MDB) assinou, nesta sexta-feira (17), o termo de adesão de Goiás ao Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis, uma medida que promete aliviar o preço final nas bombas. O programa estabelece um subsídio total de R$ 1,20 por litro de óleo diesel, valor que será custeado em partes iguais pelo Governo Federal e pelo Estado. "Vamos ajudar a segurar o preço nas bombas, garantir o abastecimento e proteger tanto o equilíbrio fiscal quanto o bolso da população", destacou o governador em suas redes sociais.
A iniciativa surge como uma resposta estratégica à volatilidade do mercado internacional de petróleo, acentuada pelos conflitos no Oriente Médio. De acordo com o governo goiano, a economia do estado é uma das que mais consomem diesel no país, o que torna a medida vital para setores como o agronegócio e o transporte de cargas. "Não poderíamos permitir que a nossa economia fosse penalizada pela crise internacional do petróleo e pela instabilidade no cenário global", afirmou Vilela, reforçando que o investimento estadual pode chegar a R$ 107,2 milhões até o final de maio.
O impacto da redução de R$ 1,20 por litro deve ser sentido em toda a cadeia produtiva, reduzindo a pressão inflacionária sobre alimentos e serviços de transporte. Para o governador, a adesão ao subsídio é uma demonstração de compromisso com o cidadão em um momento de incerteza global. "Qualquer tipo de reajuste no diesel, combustível essencial para o principal modal de transporte do país, tem reflexo direto para os consumidores e é algo que não queremos", completou o gestor.
Para garantir a agilidade do repasse, o termo prevê que a parte correspondente a Goiás seja retida automaticamente via Fundo de Participação dos Estados (FPE). A medida é vista pela equipe econômica como a forma mais eficiente de assegurar a regularidade do abastecimento sem comprometer a saúde financeira do Estado. "A adesão busca reduzir os efeitos inflacionários sobre a economia, contribuir para a regularidade do abastecimento e preservar o equilíbrio fiscal", concluiu Daniel Vilela.


