Flávio Bolsonaro e Lula disputarão 2º turno da eleição presidencial
Confirmação foi anunciada pelo TSE na noite deste domingo (4); votação decisiva entre o senador do PL e o atual presidente acontece no dia 25 de outubro

A disputa pela Presidência da República será decidida em segundo turno entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A confirmação matemática de que a eleição não se encerraria na primeira etapa foi anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 20h56 deste domingo (4), quando 96,78% das urnas já haviam sido apuradas.
Às 22h10, com a totalização quase concluída, Flávio Bolsonaro liderava a apuração com 47,07% dos votos válidos (mais de 56 milhões de votos). O presidente Lula aparecia na segunda colocação, somando 45,12% dos votos válidos (mais de 53,7 milhões de votos).
Com o resultado, os eleitores retornarão às urnas no próximo dia 25 de outubro para definir o comando do Palácio do Planalto pelos próximos quatro anos. Se eleito aos 45 anos, Flávio Bolsonaro assumirá a cadeira presidencial em 1º de janeiro de 2027. Caso vença, Lula iniciará o quarto mandato aos 81 anos, tornando-se o primeiro brasileiro a governar o país por quatro gestões.
O que disseram os candidatos após o resultado
Em pronunciamento após a confirmação do resultado, o presidente Lula admitiu surpresa com o desfecho, mas afirmou encarar a nova etapa como decisiva:
"O resultado muitas vezes é inesperado, a gente nunca consegue tudo aquilo que a gente queria. Confesso que estava convencido de que ia ganhar as eleições em primeiro turno", declarou o presidente, classificando o segundo turno como a "prova dos nove" do pleito e garantindo que vencerá a disputa.
Por sua vez, o senador Flávio Bolsonaro comemorou o desempenho nas urnas e avaliou o sentimento do eleitorado:
"O Brasil quer mudança", afirmou o candidato do PL, que se declarou "muito feliz" com a votação. Ele também ressaltou que, se eleito, terá a prerrogativa de indicar ao menos quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, "não vão tentar interferir nas eleições".


