Supermercados podem deixar de abrir aos domingos em Goiás a partir de abril
Impasse em nova Convenção Coletiva prevê fim da abertura automática; proposta sugere 'corujão' até 1h aos sábados como alternativa

Consumidores de Goiás podem enfrentar mudanças no funcionamento do comércio varejista a partir da próxima semana. Com o vencimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) marcado para o dia 31 de março, as negociações entre patrões e empregados indicam a possibilidade de que os supermercados deixem de abrir as portas aos domingos em todo o estado.
O principal ponto de discussão entre o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sincovaga) e o sindicato dos trabalhadores (Secom-GO) é o fim da "abertura automática", modelo que permitia o funcionamento regular aos domingos nos últimos anos. Caso o novo acordo seja confirmado nos próximos dias, este será o último final de semana com expediente normal no domingo.
'Corujão' aos sábados
Para tentar minimizar o impacto econômico e a perda de vendas, uma das alternativas apresentadas na mesa de negociação é a criação de um horário estendido aos sábados. O modelo, apelidado de "corujão", permitiria que supermercados e atacadistas funcionassem até 1h da madrugada.
A medida visa redistribuir o fluxo de clientes que tradicionalmente utilizam o domingo para as compras da semana. No entanto, o setor produtivo mantém cautela sobre a viabilidade da troca e o impacto logístico para as empresas.
Decisão e prazos
As conversas avançaram nesta semana, mas um consenso final ainda não foi anunciado.
Setor Patronal: Informou que só se posicionará oficialmente após a definição do texto final.
Trabalhadores: Indicaram que novidades devem ser divulgadas apenas após o feriado da Semana Santa.
O que for definido na nova CCT passará a ter força de lei imediatamente a partir de 1º de abril. O descumprimento das novas regras de funcionamento pode acarretar multas e sanções administrativas aos estabelecimentos.
A expectativa é que as partes cheguem a um acordo definitivo na segunda-feira (30), véspera do vencimento do contrato atual, para evitar insegurança jurídica no setor.


